terça-feira, 5 de maio de 2009

Pensando no texto abaixo postado pelo sr. Nosliw, fiquei horas parado, estático, totalmente absorto na escuridão dos meus pensamentos, sendo iluminado somente pela luz que pairava sobre a minha cabeça, e também pela janela que me mostrava o quão poluído a rua estava. Enfim, mergulhado entre balancetes, excrementes e etc, minha mente deu um boot poético, e o pior, nesse dia não havia um scandisk que pudesse me salvar, que pudesse corrigir estes setores que faço pouco uso ultimamente. Escravo do sistema? Pode ser... É preciso sobreviver? Viver? Ou é preciso saber viver? Pelo menos agora uma leve onda inundou uma ilha de pensamentos numéricos que estava me deixando completamente robótico. Será que todos estão robóticos? Os robóticos serão os estereótipos dos trabalhadores do amanhã? Foi ontem?Enfim, foi preciso eu me reiniciar para tentar recuperar as palavras que me faltavam. Neste dia saí do serviço para tomar uma breja bem gelada e me deparei com um senhor que humildemente vendia o seu livro. Um pequeno grande livro. Dizia ele que abandonara tudo por conta dos seus escritos, e, seguindo o seu discurso, agora ele estava vivendo. Ao final me pediu um copo de cerveja e saiu. Vivendo? Satisfeito com sua criação, orgulhoso da sua obra, mas no final tendo que pedir por uma simples cerveja? Viver? Acho que preciso reiniciar novamente, este mundo está me deixando confuso...Lembro-me de um episódio de "Além da imaginação", no qual um homem teve que aprender novamente a ler, escrever, e o pior, aprender o significado das palavras, pois nada mais lhe fazia sentido. Estaria eu prestes a ser um personagem deste episódio? Ou será um mero momento de revolta? Bem, devo reiniciar para buscar algo novo, então voltarei a postar. Aproveito para deixar um pequeno texto que fala sobre a geração mimeógrafo. Há alguma relação com o que foi dito?

Já que estava à-toa resolvi fazer um poema
agora faço pra ficar à-toa.
Cacaso. Um homem sem profissão





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1 Comentários:

Blogger nosliw disse...

É, Vendell, precisamos aprender a pensar e agir criticamente. Será que estamos sendo a mudança que queremos no mundo (como diria o Grande Alma Gandhi)?
E se liga no Fausto que vou mandar aí...

13 de maio de 2009 00:13  

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