quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Waly Salomão - Pan-Cinema Permanente

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Tardias boas vindas com Feitio de Oração

Bem vinda Sikutinha! Não se acanhe em publicar o que quiser por aqui, principalmente quando os dicotômicos originais estão sumidos. Agora você também é de casa, tamo junto!
Um Waly pra comemorar nossa nova companheira aqui:
*Waly Salomão do livro "Pescados Vivos":
FEITIO DE ORAÇÃO
ó garrafada das ervas maceradas do breu das brenhas
se adonai de mim e do meu peito lacerado.
ó senhora dos remédios
ó doce dona
ó chá
ó ungüento
ó destilado
ó camomila
ó belladona
ó phármakon
respingai grossas gotas de vossos venenos
ó doce dona
ó camomila
ó belladona
serenai minhas irremediáveis pupilas dilatadas
ó senhora dos sem remédios
domai as minhas brutas ânsias acrobáticas
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .que suspensas piruetam pânicas
nas janelas do caos
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .se desprendem dos trapézios
e, tontas, buscam o abraço fraternoi e solidário dos espaços vácuos.
ó garrafada das maceradas ervas do breu das brenhas
adonai-vos do peito dilacerado e do lenho oco que ocupo.
ó leite de magnésia
ó óleo de rícino
ó elixir
ó cicuta

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sábado, 31 de janeiro de 2009

Isso aqui tá parado demais, hein... Ô Vendell, não tá escrevendo nada não? Manda uns textos da antiga aí!
Se liga nesse Waly Salomão aí, texto que tá no livro Algaravias.

CÂMARA DE ECOS

Cresci sob um teto sossegado,
meu sonho era um pequenino sonho meu.
Na ciência dos cuidados fui treinado.

Agora, entre meu ser e o ser alheio
a linha de fronteira se rompeu.

Que beleza o Waly, né não? Mais um do mesmo livro:

MINHA ALEGRIA

minha alegria permanece eternidades soterrada
e só sobe para a superfície
através dos tubos alquímicos
e não da causalidade natural.
ela é filha bastarda do desvio e da desgraça,
minha alegria:
um diamante gerado pela combustão,
como rescaldo final de incêndio.

Viva Waly, Marujeiro da Lua!

A MEMÓRIA É UMA ILHA DE EDIÇÃO

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